deficiência Visual

O objetivo deste site, é promover o debate sobre inclusão, tendo em vista principalmente a pessoa com deficiência visual. Sua colaboração, comentando sobre os diversos temas que abrangem o universa da pessoa com deficiência visual, será de grande valia, para o nosso crescimento. Portanto esteja avontade para expor suas idéias sobre os assuntos que você gosta de falar. E! Não se esqueça, sempre priorisando a temática: deficiência visuaa (Informática, leitores de telas, música, braille, orientação e mobilidade e muito mais!)

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sobre inclusão

Carta para o Terceiro Milênio

Esta Carta foi aprovada no dia 9 de setembro de 1999, em Londres, Grã-Bretanha, pela

Assembléia Governativa da REHABILITATION INTERNATIONAL, estando Arthur O’Reilly

na Presidência e David Henderson na Secretaria Geral. A tradução foi feita do original em

inglês pelo consultor de inclusão Romeu Kazumi Sassaki

Nós entramos no Terceiro Milênio determinados a que os direitos humanos de cada

pessoa em qualquer sociedade devam ser reconhecidos e protegidos. Esta Carta é

proclamada para transformar esta visão em realidade.

Os direitos humanos básicos são ainda rotineiramente negados a segmentos inteiros da

população mundial, nos quais se encontram muitos dos 600 milhões de crianças,

mulheres e homens que têm deficiência. Nós buscamos um mundo onde as

oportunidades iguais para pessoas com deficiência se tornem uma conseqüência natural

de políticas e leis sábias que apóiem o acesso a, e a plena inclusão, em todos os

aspectos da sociedade.

O progresso científico e social no século 20 aumentou a compreensão sobre o valor único

e inviolável de cada vida. Contudo, a ignorância, o preconceito, a superstição e o medo

ainda dominam grande parte das respostas da sociedade à deficiência. No Terceiro

Milênio, nós precisamos aceitar a deficiência como uma parte comum da variada condição

humana. Estatisticamente, pelo menos 10% de qualquer sociedade nascem com ou

adquirem uma deficiência; e aproximadamente uma em cada quatro famílias possui uma

pessoa com deficiência.

Nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, nos hemisférios norte e sul do planeta,

a segregação e a marginalização têm colocado pessoas com deficiência no nível mais

baixo da escala sócio-econômica. No século 21, nós precisamos insistir nos mesmos

direitos humanos e civis tanto para pessoas com deficiência como para quaisquer outras

pessoas.

O século 20 demonstrou que, com inventividade e engenhosidade, é possível estender o

acesso a todos os recursos da comunidade ambientes físicos, sociais e culturais,

transporte, informação, tecnologia, meios de comunicação, educação, justiça, serviço

público, emprego, esporte e recreação, votação e oração. No século 21, nós precisamos

estender este acesso que poucos têm para muitos, eliminando todas as barreiras

ambientais, eletrônicas e atitudinais que se anteponham à plena inclusão deles na vida

comunitária. Com este acesso poderão advir o estímulo à participação e à liderança, o

calor da amizade, as glórias da afeição compartilhada e as belezas da Terra e do

Universo.

A cada minuto, diariamente, mais e mais crianças e adultos estão sendo acrescentados

ao número de pessoas cujas deficiências resultam do fracasso na prevenção das doenças

evitáveis e do fracasso no tratamento das condições tratáveis. A imunização global e as

outras estratégias de prevenção não mais são aspirações; elas são possibilidades

práticas e economicamente viáveis. O que é necessário é a vontade política,

principalmente de governos, para acabarmos com esta afronta à humanidade.

Os avanços tecnológicos estão teoricamente colocando, sob o controle humano, a

manipulação dos componentes genéticos da vida. Isto apresenta novas dimensões éticas

ao diálogo internacional sobre a prevenção de deficiências. No Terceiro Milênio, nós

precisamos criar políticas sensíveis que respeitem tanto a dignidade de todas as pessoas

como os inerentes benefícios e harmonia derivados da ampla diversidade existente entre

elas.

Programas internacionais de assistência ao desenvolvimento econômico e social devem

exigir padrões mínimos de acessibilidade em todos os projetos de infra-estrutura, inclusive

de tecnologia e comunicações, a fim de assegurarem que as pessoas com deficiência

sejam plenamente incluídas na vida de suas comunidades.

Todas as nações devem ter programas contínuos e de âmbito nacional para reduzir ou

prevenir qualquer risco que possa causar impedimento, deficiência ou incapacidade, bem

como programas de intervenção precoce para crianças e adultos que se tornarem

deficientes.

Todas as pessoas com deficiência devem ter acesso ao tratamento, à informação sobre

técnicas de auto-ajuda e, se necessário, à provisão de tecnologias assistivas e

apropriadas.

Cada pessoa com deficiência e cada família que tenha uma pessoa deficiente devem

receber os serviços de reabilitação necessários à otimização do seu bem-estar mental,

físico e funcional, assim assegurando a capacidade dessas pessoas para administrarem

sua vida com independência, como o fazem quaisquer outros cidadãos.

Pessoas com deficiência devem ter um papel central no planejamento de programas de

apoio à sua reabilitação; e as organizações de pessoas com deficiência devem ser

empoderadas com os recursos necessários para compartilhar a responsabilidade no

planejamento nacional voltado à reabilitação e à vida independente.

A reabilitação baseada na comunidade deve ser amplamente promovida nos níveis

nacional e internacional como uma forma viável e sustentável de prover serviços.

Cada nação precisa desenvolver, com a participação de organizações de e para pessoas

com deficiência, um plano abrangente que tenha metas e cronogramas claramente

definidos para fins de implementação dos objetivos expressos nesta Carta.

Esta Carta apela aos Países-Membros para que apóiem a promulgação de uma

Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência como uma

estratégia-chave para o atingimento destes objetivos.

No Terceiro Milênio, a meta de todas as nações precisa ser a de evoluírem para

sociedades que protejam os direitos das pessoas com deficiência mediante o apoio ao

pleno em poderamento e inclusão delas em todos os aspectos da vida. Por estas razões,

a CARTA PARA O TERCEIRO MILÊNIO é proclamada para que toda a humanidade entre

em ação, na convicção de que a implementação destes objetivos constitui uma

responsabilidade primordial de cada governo e de todas as organizações nãogovernamentais

e internacionais relevantes.

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/carta_milenio.pdfArquivo para baixar Clique no link abaixoArquivo para baixar Clique no link abaixoArquivo para baixar Clique no link abaixo

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